Nota Biográfica

Jorge Luís Gustavo Street nasceu a 22 de dezembro de 1863 no Rio de Janeiro.Filho de Ernesto Diniz Street, austríaco, de origem inglesa e francesa, e da Sra.Heloísa Leopoldina Simonsen Street, brasileira.
Fez os cursos primário e secundário nos colégios Almeida Martins e Vitória, no Rio de Janeiro, e completou-os na cidade de Bonn, Alemanha Ocidental, em Humanidades, residindo em casa de uma família alemã, os Schiling, pela qual conservou grata recordação.
Formou-se em 1886 pela Escola de Medicina do Rio de Janeiro e em seguida fez cursos de aperfeiçoamento em Paris, Berlim e Viena. Dominava os idiomas francês e alemão. Regressando ao Brasil exerceu medicina no Rio de Janeiro e em Petrópolis.
Em 1894 ingressou na atividade industrial, recebendo de seu pai as ações de fábrica de sacaria de juta São João, no Rio de Janeiro.
Casou-se em 25 de Janeiro de 1897 com a Sra.Zélia Frias, tendo o casal seis filhos.
Em 1900 foi eleito para a diretoria da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional

1904, com a fusão da Sociedade Auxiliadora com o centro de Fiação e Tecelagem de Algodão, resultando no Centro Industrial do Brasil, foi eleito Secretário-Geral deste Centro, permanecendo em sua diretoria até o ano de 1927.
Em 1904 fez as primeiras negociações para a compra da fábrica de sacaria de juta Santana, de propriedade do conde Penteado, e inicio a expansão da Companhia Nacional de Tecidos de Juta.
Em 1912 principiou a construção da fábrica e vila operária Maria Zélia, em São Paulo, dirigindo-as até 1923, quando renunciou à direção da Companhia Nacional de Tecidos de Juta.
Em 20 de junho de 1926, foi eleito presidente do Centro das Industrias de Fiação e Tecelagem de São Paulo, cargo que ocupou até 18 de março de 1929.
Em 11 de junho de 1927 fundou a Companhia Paulista de Tecidos de Algodão, na Mooca, São Paulo.
Em 1928 fez parte da Diretoria do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo no cargo de primeiro-secretário, e em 1931 foi consultor técnico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Em 31 de março de 1931 foi nomeado diretor-geral do departamento Nacional de Indústria e Comércio, do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio.
Em 1934 foi nomeado pelo interventor Armando Salles de Oliveira para o cargo de diretor-geral do Departamento Estadual do Trabalho, permanecendo na cargo até 1936.
Faleceu em São Paulo a 23 de Fevereiro de 1939.

" Como pessoa,como patrão, ele era formidável.Ele foi um pai"

" [Os empresários] nunca deram bonificação.O operário parecia que não era considerado.Não tinha nada.Só tinha que trabalhar, viu? Trabalhar e dar muita produção...Street era diferente."

"Esse cavalheiro acaba de se desmascarar apresentando-se tal qual é:Cínico e hipócrita."
Sobre Jorge Street. Jornal Operário A PLEBE, 1917

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